Arquivos da categoria: Geografia Física

30
set

Cúpula do Clima de NY, uma divisora de águas

O encontro mudou para sempre a forma como o clima será tratado pela política internacional, segundo jornalista e professor do Grantham Research Institute da London School of Economics

por Suzana Camargo, do Blog do Clima – Planeta Sustentável

Ban Ki-moon durante discurso na Cúpula do Clima

Não, não foi assinado nenhum grande acordo mundial! A reunião entre os principais líderes globais, que aconteceu esta semana nas Nações Unidas, em Nova York, e debateu o problema das mudanças climáticas não resultou em um documento que irá obrigar os países a reduzir suas emissões. Mas nada será como antes, depois da Cúpula do Clima.

Segundo artigo publicado pelo The Guardian, o “encontro de Ban Ki-moon” – como define o bem humorado e otimista autor, Michael Jacobs – mudou para sempre a forma como o clima será tratado pela política internacional.

Continue lendo

06
ago

Alter do Chão: o oceano subterrâneo na Amazônia

A Amazônia possui uma reserva de água subterrânea com volume estimado em mais de 160 trilhões de metros cúbicos, afirmaram pesquisadores durante a 66ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), que terminou no dia 27 de julho de 2014, no campus da Universidade Federal do Acre (UFAC), em Rio Branco.

Amazon - Brazil, 2011. ©Neil Palmer/CIAT

Amazon – Brazil, 2011.
©Neil Palmer/CIAT

Provavelmente, trata-se do maior aquífero do mundo. O volume é 3,5 vezes maior do que o do Aquífero Guarani – depósito de água doce subterrânea que abrange os territórios do Uruguai, da Argentina, do Paraguai e principalmente do Brasil, com 1,2 milhão de quilômetros quadrados (km2) de extensão.

Continue lendo

03
ago

2014, ano de El Niño?

Fala, galera!!

el-nino

Tudo indica que sim! Essa semana expliquei em algumas das minhas turmas o fenômeno El Niño, que basicamente está ligado ao aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico equatorial. Essa mudança térmica acaba por  bipartir a circulação de ventos que existe entre a costa oeste da América do Sul, e a costa leste da Ásia e Oceania. Entre as principais consequências do El Niño, estão o agravamento da seca sertaneja e a redução do volume de chuvas na Amazônia Oriental. Abaixo, dois vídeos bem interessantes sobre o assunto!

 

 

 

Forte abraço,

Léo!

27
jul

O bombardeamento de nuvens: solução para São Paulo?

Produzindo-chuvas-artificiais

A Companhia de Saneamento Básico de São Paulo (Sabesp) anunciou há alguns dias atrás que utilizará o método de bombardeamento ou semeadura de nuvens com o intuito de “produzir” chuvas que abasteçam os reservatórios do Sistema Cantareira, que estão muito abaixo do nível necessário à manutenção do abastecimento da cidade de São Paulo e região metropolitana.

Também conhecida como pulverização de nuvens, essa técnica consiste em lançar no céu alguma substância que facilite a formação de gotas de chuva. O componente mais usado é o cloreto de sódio, o popular sal de cozinha. Em contato com o vapor d’água da nuvem, as partículas de sal atraem minúsculas gotinhas, iniciando a criação dos pingos de chuva. Parece um método infalível, mas, na verdade, o bombardeamento é bastante polêmico. “Esse artifício só faz chover em nuvens que já tenham vapor d’água em quantidade suficiente. Isso quer dizer que ele não produz chuva. No máximo, pode acelerar uma”, afirma o meteorologista Augusto José Pereira Filho, da Universidade de São Paulo (USP). Até hoje, ninguém conseguiu provar a eficácia do método.

Continue lendo