Arquivos da categoria: Mundo Geográfico

23
jul

Crise Grega?

GRECIA 2

Nos últimos meses os noticiários mundo afora concentraram atenção nos desdobramentos da crise econômica que se intensificou na Grécia, país berço da democracia, de renomados filósofos e belíssimas paisagens. Localizada no Sul da Europa, a península grega vive um cenário econômico assustador. Para se ter uma ideia do tamanho do problema, a dívida pública chegou a 164,3% do Produto Interno Bruto do país (PIB), enquanto a taxa de desemprego atingiu a casa de 27,3%.

Continue lendo

09
jan

“Cem dias entre o céu e o mar” – Dica de leitura do Léo

Fala, galera! Saudações geográficas!

 

Sem títuloPara começar bem o ano de 2015 escolhi escrever um pouco sobre um dos melhores livros que li nos últimos tempos: “Cem dias entre o céu e o mar”, de Amyr Klink. Comecei a ler esse livro despretensiosamente, mesmo já conhecendo um pouco a trajetória de vida de Klink. Para   aqueles que não o conhecem:

Nasce Amyr Khan Klink, em 25 de setembro de 1955, na cidade de São Paulo. É o primogênito dos quatro filhos de Jamil Klink e Asa Frieberg Klink. Aos dez anos de idade, em Paraty, compra sua primeira canoa, Max – foi o início de uma coleção que ultrapassaria 30 embarcações.

Em 1978, com 23 anos, faz sua primeira viagem internacional, de moto, até o Chile. Cinco anos depois, em 1983, termina a construção do seu primeiro barco: o I.A.T., com o qual, no ano seguinte, faria a primeira travessia solitária a remo do Atlântico Sul. A jornada de 3.700 milhas e 100 dias pelo Atlântico termina no dia 18 de setembro de 1984, na Bahia, e é retratada no best seller Cem Dias entre o Céu e o Mar.Livro

Em 1986 realiza a primeira de suas 15 viagens à Antártica. Na volta, começa a construção do Paratii. Com esse barco, em 1989, estreia como velejador em uma viagem em solitário que duraria 642 dias, passando sete meses e meio imóvel em uma invernagem antártica. Navega, ao todo, por 27 mil milhas – viagem descrita em Paratii, Entre Dois Pólos. […] ”

Disponível em: http://www.amyrklink.com.br/pt/biografia/

Cem dia entre o céu e o mar descreve a incrível travessia do oceano Atlântico a bordo de um canoa a remo, partindo da costa oeste africana da Namíbia, em um pequena cidade chamada Luderitz em direção a Salvador, na costa leste brasileira. A narrativa em primeira pessoa é fascinante, pois Amyr relata dia após dias os seus dilemas sozinho em pleno oceano.

Mapa

Do ponto de vista geográfico chama a atenção a descrição das correntes marítimas, de como elas foram usadas como instrumento de navegação, como também as técnicas de orientação, uma verdadeira aula de Astronomia e Cartografia.

barco

 

A leitura é cheia de adrenalina, como na descrição das ondas gigantes e principalmente da fauna encontrada no meio do caminho. Uma das situações que mais me chamaram a atenção foram os ataques de tubarões ao casco do barco, e o encontro com as baleias, sensacional! A sensibilidade do livro impressiona e vai além da mera descrição de  paisagens,  permite captar as reflexões  profundas sobre a vida, sobre a solitude, sobre o mundo. Abaixo trechos extraídos do livro:

 

“… para se chegar, onde quer que seja, aprendi que não é preciso dominar a força, mas a razão. É preciso, antes de mais nada, querer.”

 

“… não passei naqueles sete dias por um momento seque de monotonia, tristeza ou desespero. Pois nada é mais certo do que a chegada do bom tempo após um tempestade que parece interminável.”

 

“Ao se caminhar para um objetivo, sobretudo um grande e distante objetivo, as menores coisas se tornam fundamentais. Uma hora perdida é uma hora perdida, e quando não se tem um rumo definido é muito fácil perder horas, dias ou anos, sem se dar conta disso.”

 

Fica a dica de uma ótima e inspiradora leitura para começar 2015!

 

Forte abraço,

Léo!

 

http://sportv.globo.com/videos/sportv-news/t/ultimos/v/apos-30-anos-da-travessia-pelo-atlantico-amyr-klink-se-emociona-ao-relembrar-facanha/3617463/

04
dez

Mais vida, mais trabalho – Expectativa de vida.

Sem título

Fonte: http://static.vvale.com.br/wp-content/uploads/2014/11/aposentadoria-reproducao.jpg

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou, segunda-feira, a expectativa de vida ou esperança de vida ao nascer, que está relacionada ao número médio de anos que se espera que uma pessoa viva ao nascer. De acordo com os dados, a população brasileira viveu, em média, 74,9 anos (74 anos, 10 meses e 20 dias) no ano de 2013, um aumento de três meses e vinte e cinco dias em relação aos dados do ano de 2012.

Na prática, o aumento da expectativa de vida do brasileiro reflete uma melhora nas condições gerais de vida. No entanto, a cada ano, à medida que o tempo médio de vida aumenta, ocorre também uma mudança no chamado “fator previdenciário”, cálculo feito para fins de aposentadoria.

O fator previdenciário foi criado em 1999 (Lei Nº 9.876), ele é utilizado para calcular o valor do benefício da pessoa que está se aposentando. Funciona como um “corretor” do valor da aposentadoria, equiparando o tempo de contribuição com o tempo de trabalho. Se uma pessoa atingiu o tempo mínimo de contribuição para se aposentar (162 meses ou 13 anos), mas ainda é jovem, com 50 anos, por exemplo, o valor do pago pelo INSS será mais baixo  do que uma pessoa (trabalhador homem e urbano, por exemplo) que tem 65 anos e o mesmo tempo de contribuição irá receber.

Quanto mais tempo vivemos, mais teremos que trabalhar para nos aposentar para não termos reduções no benefício social. Como a expectativa de vida é calculada todos os anos pelo IBGE, o fator previdenciário também é corrigido anualmente.

Léo Miranda