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fev

Nasa anuncia descoberta de 7 planetas parecidos com a Terra

Três desses planetas estão na zona habitável. A expectativa é que eles possam ter oceanos de água em forma líquida

This artist’s concept appeared on the February 23rd, 2017 cover of the journal Nature announcing that the TRAPPIST-1 star, an ultra-cool dwarf, has seven Earth-size planets orbiting it. Any of these planets could have liquid water on them. Planets that are farther from the star are more likely to have significant amounts of ice, especially on the side that faces away from the star.
The system has been revealed through observations from NASA’s Spitzer Space Telescope and the ground-based TRAPPIST (TRAnsiting Planets and PlanetesImals Small Telescope) telescope, as well as other ground-based observatories. The system was named for the TRAPPIST telescope.
NASA’s Jet Propulsion Laboratory, Pasadena, California, manages the Spitzer Space Telescope mission for NASA’s Science Mission Directorate, Washington. Science operations are conducted at the Spitzer Science Center at Caltech in Pasadena. Spacecraft operations are based at Lockheed Martin Space Systems Company, Littleton, Colorado. Data are archived at the Infrared Science Archive housed at Caltech/IPAC. Caltech manages JPL for NASA.

A Nasa anunciou  no dia 22/02/2017  que encontrou o primeiro sistema solar com sete planetas de tamanho similar ao da Terra pela primeira vez na história. O sistema foi encontrado a cerca de 39 anos-luz de distância–uma distância relativamente pequena em termos cósmicos. Dos sete planetas, três estão dentro de uma zona habitável, onde é possível ter água líquida e, consequentemente, vida. Os astros mais próximos do seu sol devem ser quentes demais para ter água líquida e os mais distantes devem ter oceanos congelados.

Os planetas orbitam uma estrela anã chamada Trappist-1, que é similar ao Sol e um pouco maior do que Júpiter. Segundo a agência espacial, os astros têm massas semelhantes à da Terra e são de composição rochosa. A expectativa da Nasa é que, na pior das hipóteses, ao menos um dos planetas tenha temperatura ideal para a presença de oceanos de água em forma líquida, assim como acontece na Terra. As observações preliminares indicam que um dos planetas pode ter oxigênio em sua atmosfera–o que possibilitaria a realização de atividades fotossintéticas por lá. Para que haja vida como concebida por nós, no entanto, é preciso a presença de outros elementos na atmosfera, como metano e ozônio.

Segundo o estudo, que foi publicado na revista Nature, há chances de os cientistas  encontrarem vida nesses planetas. “Não é mais uma questão de ‘se’, mas uma questão de ‘quando’”, disse Thomas Zurbuchen, administrador da Direção de Missão Científica da Nasa, na coletiva que anunciou  a descoberta.  Telescópios na Terra e o Hubble, um telescópio espacial, poderão analisar em detalhes as moléculas das atmosferas dos planetas. Nessa
exploração, o Telescópio James Webb, que será lançado ao espaço em 2018, terá papel fundamental. Ele será equipado com luz infravermelha, ideal para analisar o tipo de luz que é emitida da estrela Trappist-1. Quando o novo telescópio da European Space Organisation começar a funcionar, em 2024, será possível saber se há realmente água nesses
planetas.

Mesmo que os pesquisadores não encontrem vida nesse sistema, ela pode se desenvolver lá. O estudo indica que a Trappist-1 é relativamente nova. “Essa estrela anã queima hidrogênio tão lentamente que vai viver por mais 10 trilhões de anos–que é sem dúvida tempo suficiente para a vida evoluir”, escreveu Ignas A. G. Snellen, do Observatório de Leiden, na Holanda, em um artigo opinativo que acompanha o estudo na revista Nature.
Planeta habitável é descoberto em sistema solar vizinho.

Apesar da similaridade entre a Terra e os planetas do sistema recém-descoberto, a estrela Trappist-1 é bem diferente de nosso Sol. A estrela tem apenas 1/12 da massa do nosso Sol. A sua temperatura também é bem menor. Em vez dos 10 mil graus Celsius que nosso Sol atinge, o Trappist-1 tem “apenas” 4.150 graus em sua superfície.  De acordo com o New York Times, a estrela também emite menos luz. Um re�exo disso seria uma superfície mais sombria. A claridade durante o dia, por lá, seria cerca de um centésimo da claridade na Terra durante o dia. Uma dúvida que paira sobre os cientistas é qual seria a cor emitida por pela Trappist-1. Essa cor pode variar de um vermelho profundo a tons mais puxados para o salmão.
Tudo começou em 2016, quando Michael Gillon, astrônomo na Universidade de Liège, na Bélgica, descobriu três exoplanetas orbitando uma estrela anã. Ele e seu grupo encontraram os astros após notar que a Trappist-1 escurecia periodicamente, indicando que um planeta poderia estar passando na frente da estrela e bloqueando a luz.  Para estudar a descoberta mais a fundo, o pesquisador usou telescópios localizados na Terra, como o Star, da Universidade de Liège, o telescópio de Liverpool, na Inglaterra, e o Very Large Telescope da ESO, no Chile. Já no espaço, Gillon usou o Spitzer, o telescópio espacial da Nasa, durante
20 dias. Com as observações no solo e no espaço, os cientistas calcularam que não havia apenas três exoplanetas, mas sete. A partir dessa análise, foi possível descobrir o tempo de translação, a distância da estrela, a massa e o diâmetro dos sete astros. De acordo com os pesquisadores, ainda é preciso observar o sistema solar por mais algum tempo para saber novos detalhes, como a existência de água líquida.

EXOPLANETAS

A descoberta de exoplanetas , aqueles que orbitam estrelas que não sejam o Sol, está em ritmo bastante elevado. Até poucas décadas atrás, cientistas imaginavam que estrelas deviam ter planetas orbitando, mas não contavam com ferramentas técnicas apropriadas para a descoberta. Nos últimos 20 anos, com as descobertas acontecendo sem parar, cientistas já atingiram a marca de 3.400 exoplanetas catalogados. ( Saiba mais: 5 fatos impressionantes sobre exoplanetas (e a busca pela vida no espaço) ) “Nos últimos anos, evidências de que planetas do tamanho da Terra são abundantes na galáxia se acumulam, mas as descobertas de Michael Gillon e de seus colaboradores indicam que esses planetas são ainda mais comuns do que se pensava”, segundo o astrônomo Ignas Snellen. Snellen não estava envolvido na descoberta e publicou sua opinião em um artigo na Nature.
Para cada planeta que avistamos na Terra, existem de 20 a 100 mais deles que não conseguimos ver do nosso mundo por não passarem em frente de sua estrela principal, segundo o pesquisador.

Fonte: Exame

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