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O tempo da Terra

 

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Uma das perguntas que mais intrigam os geólogos e geógrafos ao longo dos séculos se refere a idade da Terra, afinal, quanto anos tem o nosso planeta? A teoria mais aceita entres os especialistas é que a Terra tem aproximadamente 4 bilhões e  560 milhões de anos!! Mas, como essa idade foi determinada? Antes de responder a essa pergunta, é preciso diferenciar o tempo da Terra (geológico), e o tempo do homem (histórico). Nem se quisermos conseguimos imaginar como tanto tempo se passou (tente imaginar o que significa 1 bilhão de anos!), nossa percepção de tempo contempla intervalos relativamente pequenos. Dessa forma, podemos denominar o tempo histórico (humano), como um tempo curto, e o tempo da Terra (geológico) como um tempo longo.

Uma pessoa mais velha normalmente passou por várias experiências que a marcaram, que a trazem recordações e sensações. O mesmo acontece com a Terra, que como é muito antiga, passou por muitas “experiências”, cada uma delas com muitos detalhes. Para facilitar a compreensão desses detalhes, o tempo geológico foi dividido em quatro categorias: os Éons; as  Eras; os Períodos e as Épocas, nessa sequência.

Os Éons são as maiores unidades de tempo geológico, os mais antigos representam quase 70% da história da Terra, e são chamados de Hadeano (o início da Terra);  Arqueano (vida arcaica)  e Proterozoico (vida que começa). Os dois últimos (Arqueano e Proterozoico) formam o que conhecemos como Era Pré-Cambriana, momento da história do nosso planeta em que a vida começava a se desenvolver (vida primitiva).

Já  o Éon Fanerozoico representa os outros 30% da história da Terra, é nele que a vida começa a se tornar mais complexa, desenvolvendo-se principalmente nas superfícies dos continentes (daí o nome “Fanero”= aparente, “zoico”=vida; Fanerozoico = vida aparente). Como muitos foram os eventos nesse Éon, ele foi subdividido em três Eras: Paleozoico (vida antinga); Mesozoico (vida intermediária) e Cenozoico (vida atual ou jovem).  Na Era Paleozoica (a mais longa), o principal período é o Carbonífero, que recebe esse nome por marcar o aparecimento das primeiras grandes reservas de carvão mineral, um importante combustível fóssil.

A Era seguinte, Mesozoica,  é marcada por eventos como a separação do supercontinente Pangeia, além do aparecimento dos grandes répteis (dinossauros), que desapareceram em uma extinção em massa na transição entre as Eras Mesozoica e Cenozoica. Outra episódio importante foi a formação das jazidas de petróleo em alguns locais no mundo, e pela intensa atividade vulcânica no Brasil (apenas o derramamento de “lava”, sem a formação dos vulcões tradicionais).

A mais jovem de todas as Eras, a Cenozoica, está dividida em dois importantes períodos. O Terciário, teve início há aproximadamente 65 milhões de anos, é nele que são formados os chamados “dobramentos modernos” (dobramentos = montanhas; modernos= formação recente na história geológica), que estudaremos mais a frente. Já no período Quaternário temos o aparecimento da espécie humana, o desenvolvimento dos demais mamíferos, bem com a última “Era do Gelo” (18.000 anos), em as temperaturas na Terra foram muito reduzidas.

A história da Terra é contada de trás para frente, ou seja, à medida que o tempo geológico passa a Terra “rejuvenesce”. Gosto sempre de comparar esse processo com a história da rara doença contraída por um estadunidense,  que por sua vez  deu origem ao filme a “O curioso caso de Benjamin Button”:

 

Forte abraço!

Léo!

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