01
jun

Sonda descobre em cometa ingredientes fundamentais para a vida

Sonda descobre ingredientes fundamentais para a vida num cometa

Sonda descobre ingredientes fundamentais para a vida num cometa

Cientistas há muito debatem a possibilidade dos ingredientes fundamentais para a vida terem chegado ao nosso planeta através de cometas ou asteroides. Uma nova descoberta sobre a “atmosfera difusa” do cometa em que se encontra a sonda Rosetta pode dar crédito a essa história.

A Agência Espacial Europeia anunciou na sexta-feira (27) que a sonda Rosetta descobriu alguns dos ingredientes fundamentais para a vida no cometa 67P, incluindo fósforo e o aminoácido glicina.

Assim, é possível que o impacto de pequenos corpos em uma Terra em formação “[aumentaram] drasticamente a concentração de compostos químicos relacionados à vida devido ao impacto em um corpo aquático fechado,” de acordo com o artigo publicado na Science Advances.

A glicina foi encontrada em 2006 em amostras coletadas do cometa Wild-2, mas a “possível contaminação terrestre” fez a análise ficar complicada de ser realizada. Os cientistas elogiaram o recente evento devido à natureza limpa das amostras.

“Essa é a primeira detecção inequívoca de glicina em um cometa,” disse Kathrin Altwegg, investigadora principal do instrumento que fez as medições.

A glicina é normalmente encontrada em proteínas, enquanto o fósforo é fundamental para a formação do DNA. No artigo, os cientistas também disseram ter encontrado outros compostos orgânicos, como sulfeto de hidrogênio e cianeto de hidrogênio.

As descobertas da Rosetta são importantes por causa da natureza imutável dos corpos celestes como cometas. Em contraste, a Terra atravessou algumas mudanças drásticas desde a sua formação há bilhões de anos.

“O ponto mais importante é que o cometa não mudou nada em 4,5 bilhões de anos: eles nos oferecem acesso direto a alguns dos ingredientes que acabaram na sopa pré-biótica que resultou na origem da vida na Terra,” diz o co-autor do estudo Hervé Cottin.

[Agência Espacial Europeia, Science Advances]

Foto: AP Images

10
maio

Brasileiro fotografa índio no Xingu e ganha prêmio internacional

índio no rio xingu

O clique foi feito no Parque Nacional de Xingu, no Mato Grosso. | Foto: Ricardo Stuckert

A fotografia do índio da aldeia Metuktira no Xingu, disputou a posição com outras 1.885 imagens de profissionais.

O brasileiro Ricardo Stuckert, que foi fotógrafo oficial da presidência entre 2003 e 2011, acaba de receber a medalha de ouro na categoria “Muscat – Pessoas”, na primeira edição do Circuito Internacional Oman de Fotografia. A imagem premiada mostra um índio da etnia Kaiapó mergulhando no rio Xingu. Continue lendo

10
maio

Crianças passam menos tempo ao ar livre que presos

Crianças presas em casa

Participaram da pesquisa mais de 12 mil pais de crianças entre 05 e 12 anos.

56% das crianças passam uma hora ou menos brincando ao ar livre por dia.

 

A infância mudou e com isso os hábitos de pais e filhos também. Uma pesquisa encomendada pela marca OMO pesquisou a rotina de 12 mil famílias em dez países. O resultado: 56% das crianças passam uma hora ou menos brincando ao ar livre por dia. Isso é menos do que o tempo livre disponibilizado a muitos presidiários em cadeias de segurança máxima.

A descoberta foi tão intrigante que o criativo britânico Ken Robinson, junto com o Dr. Stuart Brown, foram até um presídio registrar o que os detentos acham disso. O vídeo deu origem à campanha “Liberte as crianças”.

Diariamente os presidiários da Prisão de Segurança Máxima de Wabash, em Indiana, EUA, são liberados de suas celas para passarem duas horas ao ar-livre. Neste tempo eles podem se exercitar, descansar ou simplesmente aproveitar o sol.

Quando indagados sobre a importância disso, os detentos disseram que o tempo é essencial para que eles consigam manter a mente sã. Eles e os funcionários da cadeia também foram questionados sobre o que aconteceria se esse tempo livre fosse reduzido para uma hora, ao que todos consideraram um possível desastre, que geraria raiva e torturaria os presidiários.

A surpresa no rosto deles veio quando o documentarista disse que esse é o tempo que a maior parte das crianças passa ao ar livre, mesmo quando elas têm muito mais oportunidades para aproveitar o mundo fora das quatro paredes. “Uau, isso é realmente depressivo”, disse um dos detentos.

A campanha, então, motiva pais, educadores e governos a libertarem as crianças, para que elas passem menos tempo presas às telas dos eletrônicos e aproveitem a infância livres.

O estudo

O estudo usado como base na campanha foi conduzido por Edelman Berland, agência independente de pesquisa de marketing, entre fevereiro e março de 2016 nos EUA, Brasil, Reino Unido, Turquia, Portugal, África do Sul, Vietnã, China, Indonésia e Índia

O resultado

Participaram da pesquisa mais de 12 mil pais de crianças entre 05 e 12 anos. Segundo a pesquisa, nos dez países participantes, 56% das crianças passa uma hora ou menos brincando ao ar livre. Uma em cada cinco crianças passa 30 minutos ou menos ao ar livre; e uma em cada dez nunca brinca ao ar livre. Em todos os países pesquisados, as crianças passam 50% a mais do seu tempo brincando em frente às telas dos eletrônicos do que ao ar livre.

Artigo – Redação CicloVivo ( todos os créditos devidos)