30
set

Cúpula do Clima de NY, uma divisora de águas

O encontro mudou para sempre a forma como o clima será tratado pela política internacional, segundo jornalista e professor do Grantham Research Institute da London School of Economics

por Suzana Camargo, do Blog do Clima – Planeta Sustentável

Ban Ki-moon durante discurso na Cúpula do Clima

Não, não foi assinado nenhum grande acordo mundial! A reunião entre os principais líderes globais, que aconteceu esta semana nas Nações Unidas, em Nova York, e debateu o problema das mudanças climáticas não resultou em um documento que irá obrigar os países a reduzir suas emissões. Mas nada será como antes, depois da Cúpula do Clima.

Segundo artigo publicado pelo The Guardian, o “encontro de Ban Ki-moon” – como define o bem humorado e otimista autor, Michael Jacobs – mudou para sempre a forma como o clima será tratado pela política internacional.

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07
set

Endividados “si, pero no mucho”: a crise argentina

a agentina em criseA Argentina enfrenta uma batalha jurídica em torno dos pagamentos de suas dívidas, que pode levar o país a dar um novo calote em seus credores.

No fim de junho, o depósito de US$ 1 bilhão  feito pela Argentina a credores da dívida (que recebiam em parcelas) foi  considerado “ilegal” e bloqueado pelo juiz Thomas Griesa, dos Estados Unidos. Os argentinos só podem pagar essa parcela, que vence em 30 de julho, quando acertarem o pagamento a outros credores que ganharam na Justiça o direito de receber o valor integral dos títulos da dívida.

José Maria de Souza Júnior, professor de Relações Internacionais das Faculdades Rio Branco, diz que a disputa é apenas mais uma das instabilidades que a Argentina vem sofrendo desde o megacalote da dívida pública em 2001.

 PERGUNTAS E RESPOSTAS SOBRE A CRISE

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16
ago

“MIST”, os novos BRICS?

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O Mist, que reúne México, Indonésia, Coreia do Sul e Turquia, cresce a olhos vistos e conquista o favor de investidores internacionais. Os mercados financeiros gostam de modas e siglas. A marca Bric -Brasil, Rússia, Índia e China- foi cunhada em 2001 pelo banco Goldman Sachs, com grande sucesso. Mas a coqueluche do momento é o Mist.

O novo acrônimo se refere a México, Indonésia, Coreia do Sul (cujo nome, em inglês, começa com “s”) e Turquia. A novidade tem substrato econômico: em 2012, até o início de agosto, os mercados acionários do Mist acumulavam uma alta de 12%, contra apenas 1,5% dos Brics (acrescida do “s” de África do Sul).

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