30
jul

Enquanto isso, no Iraque: ISIS, e o extremismo religioso

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Um movimento jihadista, denominado Estado Islâmico no Iraque e na Síria (Islamic State in Iraq and Syria, ou ISIS, em inglês), acaba de obter uma vitória impressionante e arrasadora ao capturar Mosul, terceira maior cidade do Iraque, ao norte do país. Suas forças prosseguiram para o sul, em direção a Bagdá, e tomaram Tikrit, cidade natal de Saddam Hussein. O exército iraquiano parece ter desabado, tendo inclusive cedido Kirkuk aos curdos. O ISIS também aprisionou diplomatas e caminhoneiros turcos. Ele agora controla efetivamente um grande pedaço do Norte e do Oeste do Iraque, bem como uma zona contígua no Nordeste da Síria. Comentaristas têm rotulado esta zona transfronteiriça de Jihadistão. O ISIS tenta restabelecer um califado numa área tão grande quanto possível, com base numa versão particularmente estrita da lei islâmica, a sharia.

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27
jul

O bombardeamento de nuvens: solução para São Paulo?

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A Companhia de Saneamento Básico de São Paulo (Sabesp) anunciou há alguns dias atrás que utilizará o método de bombardeamento ou semeadura de nuvens com o intuito de “produzir” chuvas que abasteçam os reservatórios do Sistema Cantareira, que estão muito abaixo do nível necessário à manutenção do abastecimento da cidade de São Paulo e região metropolitana.

Também conhecida como pulverização de nuvens, essa técnica consiste em lançar no céu alguma substância que facilite a formação de gotas de chuva. O componente mais usado é o cloreto de sódio, o popular sal de cozinha. Em contato com o vapor d’água da nuvem, as partículas de sal atraem minúsculas gotinhas, iniciando a criação dos pingos de chuva. Parece um método infalível, mas, na verdade, o bombardeamento é bastante polêmico. “Esse artifício só faz chover em nuvens que já tenham vapor d’água em quantidade suficiente. Isso quer dizer que ele não produz chuva. No máximo, pode acelerar uma”, afirma o meteorologista Augusto José Pereira Filho, da Universidade de São Paulo (USP). Até hoje, ninguém conseguiu provar a eficácia do método.

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14
jul

Top 10: os dez maiores terremotos da história

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No dia 1 de abril, um forte terremoto de magnitude 8,2 sacudiu o norte do Chile. Um dia depois, outro tremor de magnitude 7,8 atingiu a mesma região, obrigando a Shoa (Serviço Hidrográfico e Oceanográfico da Marinha), a emitir um alerta de tsunami e a evacuação de mais de 1 milhão de habitantes.

Este, no entanto, não foi o primeiro e nem o último episódio preocupante no Chile, que sofre com terremotos há muitos anos. Na lista dos 10 maiores terremotos de todos os tempos, o Chile aparece duas vezes, tendo inclusive sido palco do maior terremoto já registrado na história.

Porque ocorrem tantos terremotos no Chile?

Como aprendemos nas aulas de Geografia, os terremotos acontecem quando placas tectônicas se movimentam, causando deformação  nas grandes massas de rocha. Quando esse esforço supera o limite de resistência da rocha, ela se rompe e libera energia em forma de ondas elásticas, chamadas de ondas sísmicas. Essas ondas podem fazer a terra vibrar intensamente, o que ocasiona os terremotos.

O Chile se encontra logo acima da zona de subducção onde a placa de Nazca escorrega para o leste sob (subdução) a placa Sul-Americana. Por isso, nessa região os terremotos são constantes. Contudo, o terremoto que ganhou destaque nesse mês ocorreu em um trecho dessa fronteira tectônica que ainda não havia escorregado para produção de um terremoto em mais de 150 anos.

Brasil, Argentina e Uruguai dificilmente têm terremotos (quando ocorrem, são de baixa magnitude), pois estão localizados no meio da placa do Atlântico, cuja borda leste está enterrada no meio do oceano.

Conheça aqui a lista dos 10 maiores terremotos a partir do século XX, quando as medições se tornaram mais precisas.

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