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27
jun

Impacto da Brexit sobre a economia mundial

Por que a votação britânica para deixar a União Europeia tem consequências muito maiores do que a parte proporcional do Reino Unido e da economia global podem sugerir.

Este artigo apareceu pela primeira vez no Project Syndicate

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O comportamento febril dos mercados financeiros antes do referendo do Reino Unido em 23 de Junho sobre a possibilidade de permanecer na União Europeia mostra que o resultado irá influenciar as condições econômicas e políticas em todo o mundo muito mais profundamente do que cerca da Grã-Bretanha  2,4% do PIB global poderia sugerir. Há três razões para esse impacto descomunal.

Em primeiro lugar, o referendo “Brexit” faz parte de um fenômeno global: revoltas populistas contra partidos políticos estabelecidos, predominantemente pelos mais velhos, mais pobres ou menos instruídos eleitores irritados o suficiente para derrubar as instituições existentes e desafiarem o  “estabelecimento” políticos e especialistas econômicos. Na verdade, o perfil demográfico dos potenciais eleitores Brexit é muito semelhante ao de defensores americanos de Donald Trump e adeptos franceses da Frente Nacional. Continue lendo

27
jun

8 razões pelas quais os britânicos votaram pela saída da União Europeia

A saída da União Europeia venceu por uma margem apertada – 51.9% a 48,1% – no plebiscito realizado nesta quinta-feira no Reino Unido, o que mostra uma grande divisão no país.

Confira abaixo alguns dos fatores que determinaram o veredito dos britânicos, que deve ter consequências profundas no mundo.

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1. O peso (ou não) da economia

O público britânico foi bombardeado de alertas sobre como ficaria mais pobre caso escolhesse sair da União Europeia. Mas isso parece não ter convencido muito.

Especialistas do FMI (Fundo Monetário Internacional), da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) e de várias outras organizações se pronunciaram afirmando que o crescimento econômico seria prejudicado, o desemprego aumentaria, o valor da libra cairia e as empresas britânicas ficariam em uma espécie de terra de ninguém fora do bloco.

Internamente, o Bank of England levantou a hipótese de recessão e o governo afirmou que poderia ser obrigado a aumentar o imposto de renda e cortar os gastos no serviço público de saúde (o NHS), na educação e na defesa.

Além disso, o presidente americano, Barack Obama, sugeriu que a Grã-Bretanha voltaria para “o fim da fila” nos acordos com os Estados Unidos.

Enquanto alguns partidários da permanência na UE admitiam que o chamado “Projeto Medo” estava indo longe demais, os defensores da saída foram rápidos em afirmar que o temor era espalhado pelas elites ricas. Continue lendo